Pular para o conteúdo principal

Prêmio Jovem Cientista

O Pêmio Jovem Cientista 2006 tem como tema "Gestão Sustentável da Biodiversidade: Desafio do Milênio". Foi criado em 1999, com o objetivo de revelar talentos e incentivar nos jovens a prática da pesquisa como meio de aprendizagem e produção de conhecimento. É patrocinado pelo CNPq, Fundação Roberto Marinho, Eletrobrás e Grupo Gerdau. Alunos de Ensino Médio podem participar do concurso.
O site dispinibiliza uma série de textos interessantes sobre Biodiversidade. Interessantes para se trabalhar com alunos do Ensino Fundamental e Médio. Além desse material há, para quem fizer cadastro, outras fontes muito interessantes para os professores como um livro-texto, caderno de roteiro e fichas de atividades.
Da apresentação do Caderno de Atividades destaco os seguintes trechos:
"O professor tem um papel fundamental na mediação de situações das quais podem emergir jovens cientistas. Para Pedro Demo (2002), o que melhor distingue a educação escolar de outros tipos de espaços educativos é o fazer-se e refazer-se na e pela pesquisa.
A Ciência se constrói a partir de incertezas e buscas. Desta forma, alunos estimulados pelas incertezas e problematizações da vida real a buscar respostas, encontrarão terreno fértil na escola, pois a sala de aula terá espaço para essa procura. (...) Outra meta desta série é responder a algumas perguntas sobre a prática pedagógica com vistas a desenvolver competências de pesquisa nos estudantes e professores como:
  • De que modo um professor pode influenciar seus alunos a adotarem uma prática de olhar o mundo com curiosidade, buscando respostas a inquietações?

  • Quanto espaço a prática docente abre na sala de aula para o questionamento e procura por respostas?

  • Em que medida inibe-se ou estimula-se a investigação na escola, nos currículos construídos?

  • Qual perfil do professor pode favorecer a prática de pesquisa?

  • Por que promover a iniciação científica na escola básica?

  • Por que em um mesmo espaço de trabalho alguns professores privilegiam a investigação, a curiosidade, a pergunta no lugar de respostas prontas, enquanto outros não ultrapassam os limites da aula expositiva?

  • Na falta de laboratórios e outros recursos tradicionalmente associados à pesquisa em Ciências, que possibilidades podem existir?"


Vale a pena conhecer o material disponibilizado. Até agora não encontrei um só argumento que me convença de que o trabalho de Educação Ambiental, ou com temas como a Biodiversidade, deva ficar restrito à àrea de Ciências. Veja mais nos Cadernos do Professor

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A tecnologia deve ser utilizada com imaginação...

Participei, na manhã de hoje, da palestra do professor Jarbas Novelino Barato . O tema da palestra, promovida pelo Laboratório de Educação e Informática Aplicada da Unicamp , foi Construção de Ambientes WEB . O professor propôs duas dinâmicas para os participantes . Na primeira delas, havia um desafio policial a ser resolvido pelo grupo composto por quatro pessoas: um delegado e três investigadores. Para se resolver o desafio foi necessário que as pessoas do grupo compartilhassem as informações que haviam recebido individualmente. O objetivo dessa dinâmica foi o de explorar o princípio da aprendizagem cooperativa e através dela ficou evidenciado que: 1. Cooperação não se dá entre vontades, 2. Cooperação é de saberes , 3. Através da cooperação, diferentes conhecimentos são combinados e transformados. 4. É importante a existência de um ambiente que demande repartição de saberes, 5. É necessário se mudar a cultura da força bruta, isto é, apenas reunir material existente para a cultura d...

Conhecimento Aberto. Sociedade Livre

Começou hoje o 3º Congresso Online do Observatório para a CiberSociedade. Algumas comunicações de alguma forma se relacionam com o que eu tenho "pensado" nos últimos dias. Ainda estou pensando no texto "estudar não é ter aulas" e no fato de nós, educadores, pouco usarmos os comentários de um blog como espaço de comunicação e construção/ampliação da rede de conhecimento. Uma dessas comunicações que mais me chamou a atenção foi " Processos de ensino-aprendizagem na era digita l" de Adelina Silva . Para a autora: Os modelos de ensino centrados no professor predominam, apesar de investigações diversas que sugerem uma mudança do ensino para a aprendizagem. Porém, a mudança da cultura escolar tradicional não é fácil, as inovações são lentas, e mesmo aquelas mais abertas reproduzem no virtual o modelo centralizador no conteúdo e no professor do ensino presencial.(...) Os professores sentem que não dominam as tecnologias e, em geral, vão fazendo pequenas concess...

XO 2

O XO (pelo menos foi esse o nome divulgado nas matérias sobre a entrega do primeiro laptop) continua sendo um assunto freqüente nas listas de discussão. Em uma delas circulou a informação de que há um grupo organizado pelo SEED/MEC para estudar os aspectos pedagógicos. Além disso, que esse grupo conta com apoios importantes dentro de várias universidades brasileiras. Outra informação é a de que haveria um projeto sendo debatido e duas experiências-pilotos para serem realizadas e avaliadas. Menos mal, não é mesmo? Porque a questão maior, não é o aprender a "mexer" no laptop. Sabemos que isso não vai ser um problema: crianças e jovens o fazem com facilidade quando podem explorar os computadores e os softwares. Mas vão, por exemplo, aprender sozinhos a transformar a informação disponível na Internet em conhecimento ? A dúvida maior aqui é o como o laptop vai ser utilizado nas aulas, na educação. De nada adianta usar a tecnologia para velhas práticas: já sabemos que dá mais ce...