Pular para o conteúdo principal

A tecnologia deve ser utilizada com imaginação...

Participei, na manhã de hoje, da palestra do professor Jarbas Novelino Barato. O tema da palestra, promovida pelo Laboratório de Educação e Informática Aplicada da Unicamp, foi Construção de Ambientes WEB.
O professor propôs duas dinâmicas para os participantes . Na primeira delas, havia um desafio policial a ser resolvido pelo grupo composto por quatro pessoas: um delegado e três investigadores. Para se resolver o desafio foi necessário que as pessoas do grupo compartilhassem as informações que haviam recebido individualmente. O objetivo dessa dinâmica foi o de explorar o princípio da aprendizagem cooperativa e através dela ficou evidenciado que:

1. Cooperação não se dá entre vontades,
2. Cooperação é de saberes,
3. Através da cooperação, diferentes conhecimentos são combinados e transformados.
4. É importante a existência de um ambiente que demande repartição de saberes,
5. É necessário se mudar a cultura da força bruta, isto é, apenas reunir material existente para a cultura da inteligência.

Nos trabalhos de grupo é comum a cooperação de vontades e não costuma ocorrer a integração de saberes.
A escola, na maior parte dos casos, não ensina o trabalho cooperativo que o aluno vai precisar no mundo do trabalho.

Na segunda dinâmica, uma GenteGincana, nos foram dadas as regras de participação e uma lista de questões. Deveríamos procurar as respostas entre os participantes da palestra. O objetivo aqui foi explorar os desafios da busca de informação e se evidenciou que:

1. O perguntar precisa ser intrigante,
2. Encontrar a informação precisa ser compensador,
3. As fontes precisam ser acessíveis a quem procura a informação,
4. A tecnologia deve ser utilizada com imaginação,
5. A busca precisa ser dinâmica,
6. Alguma surpresa na proposta de trabalho é sempre bem vinda e motivadora. Ler mais...

A ilustração desse post é a que o professor Jarbas usou na apresentação de PowerPoint. Obra de Fernard Léger, 1950: "Les Constructeurs, état définitif" (Construtores, estágio final)

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Conhecimento Aberto. Sociedade Livre

Começou hoje o 3º Congresso Online do Observatório para a CiberSociedade. Algumas comunicações de alguma forma se relacionam com o que eu tenho "pensado" nos últimos dias. Ainda estou pensando no texto "estudar não é ter aulas" e no fato de nós, educadores, pouco usarmos os comentários de um blog como espaço de comunicação e construção/ampliação da rede de conhecimento. Uma dessas comunicações que mais me chamou a atenção foi " Processos de ensino-aprendizagem na era digita l" de Adelina Silva . Para a autora: Os modelos de ensino centrados no professor predominam, apesar de investigações diversas que sugerem uma mudança do ensino para a aprendizagem. Porém, a mudança da cultura escolar tradicional não é fácil, as inovações são lentas, e mesmo aquelas mais abertas reproduzem no virtual o modelo centralizador no conteúdo e no professor do ensino presencial.(...) Os professores sentem que não dominam as tecnologias e, em geral, vão fazendo pequenas concess...

XO 2

O XO (pelo menos foi esse o nome divulgado nas matérias sobre a entrega do primeiro laptop) continua sendo um assunto freqüente nas listas de discussão. Em uma delas circulou a informação de que há um grupo organizado pelo SEED/MEC para estudar os aspectos pedagógicos. Além disso, que esse grupo conta com apoios importantes dentro de várias universidades brasileiras. Outra informação é a de que haveria um projeto sendo debatido e duas experiências-pilotos para serem realizadas e avaliadas. Menos mal, não é mesmo? Porque a questão maior, não é o aprender a "mexer" no laptop. Sabemos que isso não vai ser um problema: crianças e jovens o fazem com facilidade quando podem explorar os computadores e os softwares. Mas vão, por exemplo, aprender sozinhos a transformar a informação disponível na Internet em conhecimento ? A dúvida maior aqui é o como o laptop vai ser utilizado nas aulas, na educação. De nada adianta usar a tecnologia para velhas práticas: já sabemos que dá mais ce...