Pular para o conteúdo principal

Kidlink e um convite

O Kidlink é uma organização fundada na Noruega pelo educador Odd de Presno. O portal, presente em 164 países, não tem fins lucrativos e é um espaço para interação, intercâmbio cultural e debates educacionais. As atividades desenvolvidas promovem o enriquecimento do aprendizado escolar e levam os alunos a um maior entendimento de outras culturas e línguas. A interação entre alunos, professores, pais e voluntários é feita através de chats, listas de discussão e pelo site do Kidlink e/ou nos sites oficiais de cada país: no nosso caso, Kidlink Brasil.
No Brasil o Kidlink foi implantado pela educadora Marisa Lucena a partir de sua tese de doutorado. Para a educadora:
"O Kidlink pode ser considerado o 'jardim da infância' da internet. A grande maioria dos educadores que hoje participam ativamente da área de Tecnologia Educacional tiveram seus primeiros conhecimentos desenvolvidos nas listas do portal".

Ela tem razão, pelo menos na minha história isso aconteceu! O livro "Um modelo de Escola Aberta na Internet: Kidlink no Brasil" de Marisa Lucena foi uma das minhas maiores referências enquanto fazia a monografia de final do curso de Especialização em Educação a Distância. Escrito em 1997 ele continua atual: as ferramentas descritas no livro evoluíram, mas a base teórica, apresentada pela autora, continua sendo uma excelente referência para o trabalho cooperativo na Internet. A lista Kidleader-portuguese foi a primeira da qual participei e aprendi muito, principalmente com Adriana Portela e Marisa Lucena, sobre projetos de trabalho pela Internet e sobre a dinâmica desse tipo de interação assíncrona. Essa lista discussão para educadores de língua portuguesa está aberta a novas inscrições. Educadores brasileiros e portugueses estão sendo convidados a participar desse espaço. Basta entrar em contato com Marisa Lucena pelo email.
Para saber mais sobre o Kidlink: Parceiros na Aprendizagem e Sete Pontos

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A tecnologia deve ser utilizada com imaginação...

Participei, na manhã de hoje, da palestra do professor Jarbas Novelino Barato . O tema da palestra, promovida pelo Laboratório de Educação e Informática Aplicada da Unicamp , foi Construção de Ambientes WEB . O professor propôs duas dinâmicas para os participantes . Na primeira delas, havia um desafio policial a ser resolvido pelo grupo composto por quatro pessoas: um delegado e três investigadores. Para se resolver o desafio foi necessário que as pessoas do grupo compartilhassem as informações que haviam recebido individualmente. O objetivo dessa dinâmica foi o de explorar o princípio da aprendizagem cooperativa e através dela ficou evidenciado que: 1. Cooperação não se dá entre vontades, 2. Cooperação é de saberes , 3. Através da cooperação, diferentes conhecimentos são combinados e transformados. 4. É importante a existência de um ambiente que demande repartição de saberes, 5. É necessário se mudar a cultura da força bruta, isto é, apenas reunir material existente para a cultura d...

Conhecimento Aberto. Sociedade Livre

Começou hoje o 3º Congresso Online do Observatório para a CiberSociedade. Algumas comunicações de alguma forma se relacionam com o que eu tenho "pensado" nos últimos dias. Ainda estou pensando no texto "estudar não é ter aulas" e no fato de nós, educadores, pouco usarmos os comentários de um blog como espaço de comunicação e construção/ampliação da rede de conhecimento. Uma dessas comunicações que mais me chamou a atenção foi " Processos de ensino-aprendizagem na era digita l" de Adelina Silva . Para a autora: Os modelos de ensino centrados no professor predominam, apesar de investigações diversas que sugerem uma mudança do ensino para a aprendizagem. Porém, a mudança da cultura escolar tradicional não é fácil, as inovações são lentas, e mesmo aquelas mais abertas reproduzem no virtual o modelo centralizador no conteúdo e no professor do ensino presencial.(...) Os professores sentem que não dominam as tecnologias e, em geral, vão fazendo pequenas concess...

XO 2

O XO (pelo menos foi esse o nome divulgado nas matérias sobre a entrega do primeiro laptop) continua sendo um assunto freqüente nas listas de discussão. Em uma delas circulou a informação de que há um grupo organizado pelo SEED/MEC para estudar os aspectos pedagógicos. Além disso, que esse grupo conta com apoios importantes dentro de várias universidades brasileiras. Outra informação é a de que haveria um projeto sendo debatido e duas experiências-pilotos para serem realizadas e avaliadas. Menos mal, não é mesmo? Porque a questão maior, não é o aprender a "mexer" no laptop. Sabemos que isso não vai ser um problema: crianças e jovens o fazem com facilidade quando podem explorar os computadores e os softwares. Mas vão, por exemplo, aprender sozinhos a transformar a informação disponível na Internet em conhecimento ? A dúvida maior aqui é o como o laptop vai ser utilizado nas aulas, na educação. De nada adianta usar a tecnologia para velhas práticas: já sabemos que dá mais ce...