Pular para o conteúdo principal

Conhecimento Aberto. Sociedade Livre

Começou hoje o 3º Congresso Online do Observatório para a CiberSociedade.
Algumas comunicações de alguma forma se relacionam com o que eu tenho "pensado" nos últimos dias. Ainda estou pensando no texto "estudar não é ter aulas" e no fato de nós, educadores, pouco usarmos os comentários de um blog como espaço de comunicação e construção/ampliação da rede de conhecimento.
Uma dessas comunicações que mais me chamou a atenção foi "Processos de ensino-aprendizagem na era digital" de Adelina Silva. Para a autora:
Os modelos de ensino centrados no professor predominam, apesar de investigações diversas que sugerem uma mudança do ensino para a aprendizagem. Porém, a mudança da cultura escolar tradicional não é fácil, as inovações são lentas, e mesmo aquelas mais abertas reproduzem no virtual o modelo centralizador no conteúdo e no professor do ensino presencial.(...)
Os professores sentem que não dominam as tecnologias e, em geral, vão fazendo pequenas concessões, mas sem mudar o essencial. Muitos professores têm medo de revelar a sua dificuldade diante do aluno. Por isso e pelo hábito mantêm uma estrutura repressiva, controladora, repetidora. Os professores percebem que precisam mudar, mas não sabem como fazê-lo. Freqüentemente algumas escolas introduzem computadores, estabelecem ligações à Internet e esperam que isso melhore os problemas do ensino. (...)
O professor de hoje está inevitavelmente forçado a pesquisar na cultura digital, cultura esta que está em constante evolução. Ambientes centrados em hipertexto ou hipermídia são um convite à participação e contribuição através de diversos trabalhos e tarefas de construção de conhecimento partilhado. Os espaços de aprendizagem na era digital necessitam de integrar não só os espaços sociais (domicilio, escola, comunidade física em geral...) mas também todo um conjunto de competências a adquirir na(s) comunidade(s) virtuais, para que o aluno possa viver melhor na sociedade do conhecimento. Ler mais...


Outra comunicação interessante é a "Tecnologias digitais e a produção colaborativa do conhecimento" de Isabel Andréa Barreiro Pinto, Alexandra Cristina Moreira Caetano e Maristela Midlej da Silva Araujo. Dessa comunicação, que foi escrita de forma colaborativa pelas autoras, destaco:
É preciso derrubar as fronteira entre autor/leitor, emissor/receptor na medida em que é através da interatividade e da intervenção que as mensagens vão se formando, se modificando a cada novo contato com o outro. O conhecimento tácito de cada um, produto individual e internalizado de vivências, leituras e reflexões, se enriquece e se modifica a cada possibilidade de troca com o outro e com as muitos registros do conhecimento explícito.
Ler mais...



Para quem gosta de estudar, vale um passeio pelo site do congresso!

Comentários

Sindy disse…
Ótimas reflexões!
Deixei um link lá no Bloguinfo, os comentários estão no post 'Comentários'.
Abçs
Sintian
Anônimo disse…
Gostaria de trocar impressões sobre o assunto - Processos de ensino-aprendizagem na era digital.
Na verdade,todo o tipo de interacções que ocorrem no ciberespaço me fascinam. Já anteriormente estudei as relações interpessoais que que estabelecem on e off-line ("Mundos Reais Mundos Virtuais - Os jovens nas salas de Chat".

adelinasilva@netcabo.pt

Postagens mais visitadas deste blog

A tecnologia deve ser utilizada com imaginação...

Participei, na manhã de hoje, da palestra do professor Jarbas Novelino Barato . O tema da palestra, promovida pelo Laboratório de Educação e Informática Aplicada da Unicamp , foi Construção de Ambientes WEB . O professor propôs duas dinâmicas para os participantes . Na primeira delas, havia um desafio policial a ser resolvido pelo grupo composto por quatro pessoas: um delegado e três investigadores. Para se resolver o desafio foi necessário que as pessoas do grupo compartilhassem as informações que haviam recebido individualmente. O objetivo dessa dinâmica foi o de explorar o princípio da aprendizagem cooperativa e através dela ficou evidenciado que: 1. Cooperação não se dá entre vontades, 2. Cooperação é de saberes , 3. Através da cooperação, diferentes conhecimentos são combinados e transformados. 4. É importante a existência de um ambiente que demande repartição de saberes, 5. É necessário se mudar a cultura da força bruta, isto é, apenas reunir material existente para a cultura d...

XO 2

O XO (pelo menos foi esse o nome divulgado nas matérias sobre a entrega do primeiro laptop) continua sendo um assunto freqüente nas listas de discussão. Em uma delas circulou a informação de que há um grupo organizado pelo SEED/MEC para estudar os aspectos pedagógicos. Além disso, que esse grupo conta com apoios importantes dentro de várias universidades brasileiras. Outra informação é a de que haveria um projeto sendo debatido e duas experiências-pilotos para serem realizadas e avaliadas. Menos mal, não é mesmo? Porque a questão maior, não é o aprender a "mexer" no laptop. Sabemos que isso não vai ser um problema: crianças e jovens o fazem com facilidade quando podem explorar os computadores e os softwares. Mas vão, por exemplo, aprender sozinhos a transformar a informação disponível na Internet em conhecimento ? A dúvida maior aqui é o como o laptop vai ser utilizado nas aulas, na educação. De nada adianta usar a tecnologia para velhas práticas: já sabemos que dá mais ce...