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Aprendemos...

Aprendemos...
10% do que lemos
20% do que ouvimos
30% do que vemos
50% do que vemos e ouvimos
70% do que discutimos com outras pessoas
80% do que experimentamos
95% do que ensinamos a outras pessoas
William Glasserin, Seven Ways of Knowing


Pode-se afirmar, sem medo de errar, que um trabalho colaborativo não se refere apenas a uma somatória de contribuições pessoais e sim a uma verdadeira interação entre os atores envolvidos na atividade. É preciso que todos os participantes tenham como meta alcançar objetivos comuns anteriormente negociados pelo grupo. O trabalho colaborativo só se concretiza se houver troca de saberes e de práticas.
Precisei aprender a trabalhar dessa forma durante meu tempo como professora de um laboratório de informática, mas essa interação se dava presencialmente. Eu nunca havia participado de um trabalho colaborativo online. Muito menos com dois professores ligados a uma universidade de outro país e que falavam outra língua.
O artigo "Herramientas colaborativas para la enseñanza usando tecnologías web: weblogs, redes sociales, wikis, web 2.0" foi o assunto de uma conversa, via MSN, com Concepcion Abraíra e Fernando Santamaría. Nesse chat surgiu a idéia de se "traduzir" o artigo para o português. Explicitei a eles que nunca havia estudado espanhol, nunca havia feito nenhum curso de tradução: apenas compreendia um texto escrito naquela língua. Concepcion me tranqüilizou dizendo que entendia bem o português e que juntas poderíamos dar conta dessa tarefa. Fernando, o autor do artigo, disponibilizou-o no Google Docs e o trabalho iniciado. Foram diversas semanas de muito ir-e-vir no texto. Muitas dúvidas sobre o real sentido de uma ou outra frase, ou mesmo trechos do texto e conceitos foram objeto de longas conversas e uma videoconferência pelo MSN.
O que aprendemos nesse trabalho? Primeiro que para desenvolver esse tipo de trabalho é necessário que se consiga organizar e justificar nossas idéias de forma elas sejam interpretadas e compreendidas pelos outros participantes. Além disso, que os conflitos, que em maior ou menor escala sempre surgem nesses trabalhos, sejam entendidos como naturais e gerenciados, negociados pelo grupo de forma a se chegar a um consenso. Outro ponto importante diz respeito à socialização da aprendizagem e conseqüentmente aos processos de crescimento pessoal e cultural que experimentamos.
O artigo, Ferramentas para aprendizagem colaborativa: Weblogs, Redes Sociais, Wikis, Web 2.0, está terminado e publicado no site Gabinete de Informatica. Me resta agradecer a eles pela oportunidade e, principalmente, por tudo que me ensinaram de forma tão generosa e solidária.

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